QUANDO O CANSAÇO VAI ALÉM DO CORPO: O DESGASTE MENTAL DE QUEM TRABALHA EM BANCO

Você já chegou em casa tão exausto que não conseguia nem conversar? Já sentiu aquela sensação de “mente fritando”, como se estivesse sobrecarregado mesmo sem ter se mexido muito fisicamente?

Se você trabalha em banco, provavelmente sabe do que estou falando.

A rotina dos bancários, apesar de parecer “limpa” ou confortável para quem vê de fora, carrega um nível de pressão e exigência mental que muitas vezes é ignorado — até que o corpo comece a dar sinais de alerta.

1. O que é desgaste mental?

Diferente do cansaço físico, o desgaste mental é silencioso. Ele aparece na dificuldade de concentração, no sono leve ou agitado, na irritabilidade constante, na falta de paciência até com quem você ama.

E o mais perigoso? A maioria normaliza.

2. Por que os bancários sofrem tanto com isso?

Metas inalcançáveis: Muitos bancos impõem metas que mudam toda semana e fazem o colaborador sentir que está sempre “devendo”.

Cobrança velada (ou nem tanto): Supervisores que monitoram até o tempo da ida ao banheiro, reuniões semanais de “desempenho”, scripts prontos para vender até o que o cliente não precisa.

Ambiente competitivo: O colega do lado não é parceiro — é concorrente.

Ausência de pausas reais: Quantas vezes você realmente conseguiu parar e respirar entre um atendimento e outro?

3. Sinais de que seu emocional está no limite:

Você sente que está sempre no modo “alerta”?

Dorme e acorda já cansado?

Tem crises de ansiedade ou medo constante de perder o emprego?

Já pensou em pedir demissão, mesmo precisando do salário?

Se respondeu sim a mais de uma dessas perguntas, pare. Não está tudo bem — e isso precisa ser respeitado.

4. Você não está sozinho. E sim, isso tem nome: assédio organizacional.

Quando o ambiente de trabalho ultrapassa o limite do razoável e impõe um modelo de pressão constante, com metas abusivas, punições veladas e ameaças implícitas, estamos falando de assédio organizacional — e isso é grave.

A empresa tem responsabilidade sobre sua saúde mental.

5. O que fazer?

Não silencie seus sintomas. Fale com colegas de confiança. Busque ajuda médica se necessário.

Documente abusos. E-mails, mensagens, relatórios de metas. Tudo pode ser prova.

Converse com um advogado trabalhista. Existem direitos, indenizações e medidas de proteção que você pode acionar.

Não aceite a culpa. Se você está adoecendo, o erro não é seu. É do sistema.

6. Em resumo: sua saúde mental vale mais do que qualquer meta.

Não aceite que um crachá te faça esquecer quem você é. Trabalhar com dignidade não é luxo — é direito. E se você precisar, há profissionais preparados para te orientar e lutar ao seu lado.

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E lembre-se: você não é fraco, você está sobrecarregado. E isso tem solução.

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